sábado, 2 de agosto de 2008

PRESID. DA REPÚBLICA, PORTA VOZ ...

O anúncio não correspondeu às expectativas do prenúncio. Jornalistas, nomeadamente, esperavam outra coisa, tal como muitos se manifestaram. Queriam, talvez, que houvesse "sangue na arena", o que seria um autêntico achado de ouro nesta quadra de lazer em que, provavelmente, muitos regressariam dos seus banhos de sol para se juntarem ao batalhão mediático de peões-de-brega. O possível aumento de vendas assim o determinaria. Afinal "a montanha pariu um rato". Que sorte marreca. Resta-nos esperar para Setembro, quando os holofotes se reacenderem. Em todo o caso, espanto meu! Porquê interromper as férias ou os seus preparativos, propondo alterações numa lei aprovada por unanimidade na Assembleia da República? Tempo! Ganhar tempo? Se assim foi, lá terá o Sr. Presidente da República feito o frete. A política tem os seus meandros e, quando os bastidores pressionam há que tomar uma atitude. Um cordelinho, esticado, aos partidários do"jardinismo", que o "Sr. Sil- va lá do contenente" pode desfiar, não ficará nada mal, mesmo que, mais uma vez, se favoreçam os inimigos da limitação de mandatos. Espero que o Sr. Presidente da República se lembre que ele próprio tem esse limite. Mas, o cerne da questão está nas eleições para a Região Autónoma dos Açores. Have- rá alguma tentativa de atrasar o processo, remetendo a nova regulamentação para daqui a quatro anos? Seja como for o que me parece é que o anúncio funcionou como um "judas a beijar-se a si próprio", para atender a pressões; eu pecador me confesso. Retoquem e reaprovem lá a lei, mas "dêem corda aos sapatos..." .

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